28.Jun.2011

Autor / Fonte:
Assessoria de Imprensa - UFMG


43° Festival de Inverno da UFMG recebe matrícula para as oficinas sem seleção

Teve início nesta segunda-feira (27 de junho) o período de matrícula das oficinas sem seleção do 43° Festival de Inverno da UFMG. Os interessados têm até o dia 13 de julho para se cadastrar através do site http://www.cursoseeventos.ufmg.br/. A edição de 2011 acontece de 8 de julho a 7 de agosto, nas cidades de Tiradentes, Cataguases, Diamantina, Belo Horizonte e Brumadinho.

A taxa de matrícula varia de acordo com o módulo. Em Cataguases (14 a 24 de julho) e Diamantina (17 a 29 de julho) tem custo de R$ 40 para adultos e R$ 20 para crianças de até 12 anos. Em Belo Horizonte e Brumadinho (25 de julho e 7 de agosto), cidades que recebem o módulo IV, o valor é R$30. Já em Tiradentes (8 a 10 de julho), as oficinas são gratuitas e não é necessário se matricular previamente. A lista completa das oficinas sem seleção está em arquivo anexo.

É bom lembrar que ainda estão abertas as inscrições para as oficinas com seleção. O prazo termina no dia 30 de junho e o registro também deve ser feito através do site http://www.cursoseeventos.ufmg.br/

A programação completa e outras informações sobre o 43º Festival de Inverno da UFMG estão disponíveis no site www.ufmg.br/festival. Acompanhe também através do @festivalufmg e do facebook.com/festivaufmg


Edição 2011

Com o conceito Zonas de Interferência, a edição 2011 tem como objetivo apoiar o desenvolvimento da cultura, da arte e do conhecimento em diversos espaços. Para isto, traz uma novidade: de 8 de julho a 7 de agosto, vai percorrer cinco cidades mineiras – Tiradentes, com o tema Existências não reais; Cataguases, com Avizinhamentos; Diamantina, que este ano terá Radioplastia como mote; e Belo Horizonte e Brumadinho, com Cidades: arte, cultura e conhecimento.

Além disso, em cada cidade o Festival terá um caráter diverso das demais. Em Tiradentes, de 8 a 10 de julho, o evento apresentará caráter mais público, com oficinas gratuitas acontecendo nas ruas. Já em Cataguases, entre os dias 14 e 24, “as atividades estarão predominantemente relacionadas ao pensamento cinematográfico, ao vídeo e às mídias digitais”, diz Maurício Campomori, diretor de Ação Cultural da UFMG.

Diamantina, sede dos últimos festivais, tem este ano o tema Radioplastia e recebe o evento entre os dias 17 a 29 de julho. Coordenado por Fabrício Fernandino, professor da Escola de Belas-Artes da UFMG, o módulo diamantinense terá suas atrações divididas nas áreas de artes audiovisuais, artes cênicas, artes plásticas, artes literárias e artes musicais, que seguirão a proposta de usar a radiodifusão como meio do processo criativo, em parceria com a Rádio UFMG Educativa.

A etapa final do percurso do evento vai se dividir entre Belo Horizonte e Brumadinho, mais precisamente no campus Pampulha da UFMG e na sede do Instituto Inhotim, de 25 de julho a 5 de agosto. Nesses espaços, o público será presenteado com conferências, mesas-redondas e cursos sobre a arte, o artista, o conhecimento e a ciência, a partir do tema Cidades. Um dos grandes nomes presentes será o professor e filósofo espanhol Francisco Jarauta, que participará de três conferências abordando as questões Arte e cultura contemporânea; As novas configurações do urbano; e Novas tecnologias, novas formas de sociabilidade. Atualmente, Jarauta dirige, em Murcia (Espanha), o Foro de la Mundialización e integra os comitês científicos de Iride, Experimenta, Pluriverso e Le Monde Diplomatique.

Espalhamento

"Nosso objetivo é que o evento funcione como uma teia de ações que se irradie pelo estado", explica Campomori, sobre a multiplicidade de temas e destinos idealizados para a 43ª edição do Festival. Ele relembra que, na década de 1970, o evento chegou a ocorrer simultaneamente em 14 cidades. Nos anos seguintes, ele alternou movimentos de expansão e introspecção temática ou espacial em sua trajetória. "Isso é típico dos artistas e de seus espaços de produção. O Festival vive o mesmo processo sem artificialismo, pois funciona como um corpo vivo, pulsante", analisa o professor.

A proposta de retomar a tradição de espalhamento foi apresentada pelo pró-reitor de Extensão da UFMG, João Antônio de Paula. “Não se trata de buscar a tradição por si mesma, mas construir maior abrangência, procurando novo significado para o evento. Encontramos esse caminho nas cidades onde a UFMG tem situação consolidada ou vínculos institucionais expressivos, como Tiradentes e Brumadinho, por meio da Fundação Rodrigo de Mello Franco e do Instituto Inhotim", esclarece Campomori.